Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil
Eu gostaria de ir chutar os tinflas. Há séculos que me mandaram, mais de uma vez, ir chutar os tinflas. Quando eu estava enchendo alguém. Enchendo um outro garoto.
Não fui chutar os tinflas. Como poderia eu ir chutar os tinflas se não sabia nem o que e nem onde ficavam os tinflas. De qualquer forma, seja lá o que fosse que eu estivesse fazendo, eu parava. O bom senso me dizia que era para eu não amolar, não aborrecer, não chatear. Nunca fui, portanto, chutar os tinflas. Chutei bola na praia, na calçada e até mesmo chapinha nas ruas. Os tinflas, não me foi possível. Mas eu gostaria imenso de saber exatamente de que se tratava.
Foram-se os rachas e as peladas, as pernadas pararam, o jogo terminou empatado e eu sei agora, hoje e aqui no Reino Unido, o que quer dizer Go f*** a duck, inclusive sua origem, mas de tinflas blicas, por sinal uma variação disso mesmo que vocês 8 estão pensando. Em poucas palavras, sou chegado à origem de qualquer expressão popular. Presente, passada e futura. Não há dia que eu não dê uma zapeada pela internet para conferir algo que correu ou está correndo como moeda corrente no rico erário de nosso expressionário popular. Nem pensem em conferir. “Expressionário” eu acabei de cunhar. Se quiserem, usem e abusem à vontade, feito o Matte Leão.
Voltando à vaca fria, eu sou chegado a uma origem de expressão popular. Por falar nisso, de acordo com o professor Ari Riboldi, no seu livro O Bode Expiatório, essa expressão é a tradução da muito usada na França "revenons à nos moutons", ou seja, voltemos aos nossos carneiros. Essa frase fazia parte da peça teatral A farsa do Advogado Pathelin, sobre um roubo de carneiros. Esta peça, considerada a primeira comédia da literatura francesa, data do fim da Idade Média, precisamente do ano de 1460. Infelizmente, não se tem conhecimento do seu autor.Leia na ÍNTEGRA AQUI
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