Grupo é suspeito de desviar R$ 9 milhões da prefeitura de Porto Alegre e do governo federal
Agência Brasil
Policiais federais buscam 30 pessoas acusadas de desviar dinheiro da área da saúde em três Estados. A operação Pathos foi deflagrada nesta quarta-feira (20) no Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo. Os prejuízos ao município gaúcho e ao governo federal podem chegar a R$ 9 milhões.
As investigações apontam que funcionários públicos estão ligados ao esquema. Responsáveis por uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) também são suspeitos de desviar dinheiro. A Oscip teria sido contratada sem licitação pública pela prefeitura de Porto Alegre para prestar serviços públicos de atendimento do Programa da Saúde da Família.
Além do desvio estimado em R$ 400 mil mensais, há indícios de mais R$ 4 milhões que estariam depositados em caráter de provisão para bancar encargos trabalhistas, 13º salário e férias.
Os trabalhos envolvem 30 mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Santo André (SP), Tatuí (SP), Votorantim (SP) e Recife (PE). As investigações foram comandadas pela Procuradoria Regional da República da 4ª Região.
Os suspeitos podem responder por peculato doloso e/ou culposo e emprego irregular de verbas públicas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes previstos no Decreto-Lei 201/67, segundo a PF.
O grupo é suspeito de desviar dinheiro do Fundo Nacional da Saúde por meio de falsas prestações de serviços fora da área da saúde como honorários advocatícios, consultorias, planejamento, auditorias, assessorias, marketing, propagandas, palestrantes e materiais para escritório com emissões de notas fiscais falsas.
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