FLÁVIA MARREIRO
da Folha de S.Paulo
Ante a popularidade do governo Lula e a estratégia polarizadora desenhada para catapultar Dilma Roussef, o PSDB deve apostar na personalização: dizer ao eleitor que o "sim" no plebiscito proposto pelo governo petista não significará a segurança de mais uma gestão do atual presidente, mas uma aventura dirigida por sua escolhida sem experiência eleitoral. Em outras palavras, os tucanos devem martelar que não há lulismo sem Lula.
A análise é do brasilianista Timothy Power, diretor do Centro de Estudos Latino-americano de Oxford (Reino Unido). "O PSDB tem de tocar na incoerência dessa ideia de plebiscito. O 'sim' seria continuidade de uma maneira muito abstrata sem Lula. Não seria a continuidade de Lula", diz ele.
Power estudou a transição brasileira para o regime democrático e agora segue de perto os consensos gerados por PSDB e PT desde 1995, que permitiram construir o que ele chama de "social democracia pragmática brasileira".
Além de discutir o cenário eleitoral de outubro, o brasilianista defende, na entrevista abaixo, que o aumento da formalização do trabalho no Brasil é uma "revolução silenciosa" --aliada ao aumento real do mínimo, é o que leva o país a reduzir a desigualdade e, finalmente, entregar a uma parte maior da população as conquistas trabalhísticas getulistas e da Constituição de 1988. Leia na ÍNTEGRA http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u681277.shtml
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