terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Surto de malária ameaça o Haiti, segundo avaliação britânica

No Terra

O Haiti, que já convive há tempos com a malária, viu aumentar sua incidência após o terremoto de 12 de janeiro, segundo uma avaliação britânica que chegou à AFP.

"É altamente provável que a prevalência da malária aumente no rastro da catástrofe", explicou à AFP Fiona Place, do Instituto britânico de Análise de riscos Maplecroft.

"Os campos de acolhida superpovoados, abrigos e facilidades sanitárias inadequados, serviços médicos sobrecarregados, sistemas de esgoto destruídos: todos estes fatores apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento dos vetores da doença", destacou ela.

O uso improvisado da água da chuva a céu aberto facilita, ainda, a multiplicação dos mosquitos causadores da enfermidade, acrescentou.

No seu entender, conter a extensão da malária dependerá parcialmente da rapidez com a qual os organismos de ajuda possam fornecer mosquiteiros embebidos com inseticidas, além de oferecer cuidados básicos e distribuir medicamentos e provisões.

A disenteria, a rubéola, a tuberculose, a gripe e doenças como a dengue ameaçam a população haitiana, particularmente os grupos mais vulneráveis.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, pode-se estimar em 243 milhões o número de casos de malária em 2008 no mundo; 863 mil pessoas morreram. Oitenta e cinco por cento dessas mortes dizem respeito a crianças com menos de 5 anos. Leia na ÍNTEGRA http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4214405-EI14687,00.html

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