O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, enviou uma carta aos funcionários públicos do DF em que pede a continuidade das obras iniciadas por seu governo. Preso desde ontem na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Arruda se diz vítima de “campanha difamatória” em “níveis jamais vistos na vida pública”, de “golpes baixos”, de denúncias “torpemente preparadas” e de “maquinações diabólicas”.
O governador é acusado de comandar um esquema de corrupção no GDF e de tentar corromper uma testemunha do processo desencadeado pela Operação Caixa de Pandora. Arruda aguarda a análise de um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que contesta a sua prisão, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autor do pedido de prisão, também solicitou ao Supremo intervenção federal no DF.
Veja a íntegra da carta enviada ontem (11) por Arruda:
“Carta do governador afastado José Roberto Arruda aos funcionários públicos do Distrito Federal:
"Meus amigos do GDF,
No instante em que a campanha difamatória atinge níveis jamais vistos na vida pública brasileira e que as denúncias torpemente preparadas atingem não apenas a mim, como chefe do Executivo eleito pelo voto popular, mas ao governo como um todo e a toda Brasília, pedi licença do cargo que exerço para que, com o vice-governador Paulo Octávio, vocês possam dar seguimento a todas as obras e a todos os projetos que vínhamos executando. Leia na ÍNTEGRA no Congresso em foco
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