Fausto Macedo
No estadão.com.br
Walter de Almeida Guilherme, de 65 anos, desembargador, assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo há dez dias e já mira excepcional desafio. A ele caberá a missão de presidir em todo o Estado as eleições de 3 de outubro - 29,5 milhões de eleitores irão às urnas para eleger o presidente da República, o governador paulista, dois senadores, 70 deputados federais e 94 estaduais. "Uma eleição complexa, difícil, porque vai ser uma disputa bem acirrada", prevê.
Há 20 anos na magistratura, antes promotor e procurador do Ministério Público por outras duas décadas, Walter indigna-se com o caixa 2 de políticos, prática que classifica de "nefasta" - rótulo que confere também ao abuso do poder econômico e ao uso da máquina pública.
Defende a delação premiada no cerco à contabilidade oculta da qual candidatos lançam mão para driblar a vigilância judicial. "A máfia só passou a ser condenada depois que alguém lá de dentro revelou", ele diz. "No caso do Arruda (José Roberto Arruda, o governador preso) é exatamente isso. Aquele Durval (Barbosa, delator do "mensalão do DEM") fez as gravações todas. Alguém de dentro é que sabe o que está ocorrendo."
Ele nega categoricamente condescendência da corte com faltosos contumazes, políticos que atropelam a legislação eleitoral e, no calor do pleito, até cometem ilícitos.
Uma eleição importante já faz parte da biografia do magistrado, a de 2006, quando José Serra, do PSDB, se elegeu prefeito da capital. Antes de chegar ao posto máximo do TRE de São Paulo, o maior do País, Walter ocupou a vice-presidência e a corregedoria. Com a experiência acumulada, afirma não temer a demanda que se avizinha. "Mas tenho ciência de que os aspectos políticos estão se adensando e acabam refletindo na arena judicial."
Como combater as doações ilegais?
Um dos aspectos mais nefastos no processo eleitoral é justamente o caixa 2. Mas eliminar o caixa 2 não me parece viável.
Por quê? ===>>> Leia na ÍNTEGRA no estadão.com
Há 20 anos na magistratura, antes promotor e procurador do Ministério Público por outras duas décadas, Walter indigna-se com o caixa 2 de políticos, prática que classifica de "nefasta" - rótulo que confere também ao abuso do poder econômico e ao uso da máquina pública.
Defende a delação premiada no cerco à contabilidade oculta da qual candidatos lançam mão para driblar a vigilância judicial. "A máfia só passou a ser condenada depois que alguém lá de dentro revelou", ele diz. "No caso do Arruda (José Roberto Arruda, o governador preso) é exatamente isso. Aquele Durval (Barbosa, delator do "mensalão do DEM") fez as gravações todas. Alguém de dentro é que sabe o que está ocorrendo."
Ele nega categoricamente condescendência da corte com faltosos contumazes, políticos que atropelam a legislação eleitoral e, no calor do pleito, até cometem ilícitos.
Uma eleição importante já faz parte da biografia do magistrado, a de 2006, quando José Serra, do PSDB, se elegeu prefeito da capital. Antes de chegar ao posto máximo do TRE de São Paulo, o maior do País, Walter ocupou a vice-presidência e a corregedoria. Com a experiência acumulada, afirma não temer a demanda que se avizinha. "Mas tenho ciência de que os aspectos políticos estão se adensando e acabam refletindo na arena judicial."
Como combater as doações ilegais?
Um dos aspectos mais nefastos no processo eleitoral é justamente o caixa 2. Mas eliminar o caixa 2 não me parece viável.
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