A decisão do Superior Tribunal de Justiça de determinar a prisão preventiva do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, é, por si só, motivo de polêmica. A raiz do pedido, então, levou ao debate sobre o papel da Ordem dos Advogados do Brasil. A entidade, formada por advogados que, normalmente, estão no papel de defensores, se antecipou e solicitou à Procuradoria-Geral da República que pedisse a prisão de Arruda. A atitude levou ao debate sobre o papel da Ordem.
Para Nélio Machado, advogado de defesa de Arruda, com essa atitude, a OAB atuou como sucursal do Ministério Público e da Polícia. Nesta semana, o ex-presidente da OAB Federal, Reginaldo de Castro, afirmou que o pedido encaminhado pela OAB não tem embasamento jurídico e fere a imagem da instituição. Wadih Damous, presidente da OAB do Rio, rebateu as acusações, defendendo que a entidade atua em discussões baseadas na defesa da democracia e de seus ideias institucionais.
Nélio Machado concorda que a Ordem deve atuar em defesa das prerrogativas e das garantiras da Constituição e do funcionamento das instituições, mas não entrar em brigas políticas. “Ao fazer uma acusação, a OAB atua como sucursal do Ministério Público. Ao interferir na investigação, sem ter informações sobre o assunto, ela vira uma filial do departamento de Polícia.” Para ele, mais grave ainda é que, com o pedido de prisão, a OAB julga, papel exclusivo do Judiciário. “Em muitos anos de Ordem, não vi nenhum episódio em que se atuou de forma tão precipitada.” Leia na ÍNTEGRA no Conjur
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