É desejável que o Brasil eleve a eficiência de sua pecuária e libere novas áreas para a produção de biocombustíveis
EM QUE PESE o refluxo da negociação internacional para combater o aquecimento global, após o fiasco de Copenhague, biocombustíveis estão em alta no mundo. No Brasil, país que está entre os líderes do setor, o lance mais recente foi a associação entre a petroleira Shell e a Cosan. É mais um passo para fazer do álcool uma commodity, ou seja, transformá-lo em produto com cotação internacional, negociado em bolsas de mercadorias.
A tendência é irreversível. Mesmo com futuras altas do preço do petróleo, que viabilizem prospecção e exploração de novas jazidas, trata-se de um recurso não renovável. O mesmo vale para o carvão e o gás natural, que completam a tríade dos chamados combustíveis fósseis.
Biocombustíveis -seja o álcool de cana ou milho, seja o biodiesel de oleaginosas como soja e dendê- constituem a alternativa à mão para uma reforma sem solavancos da civilização do petróleo. Eles têm a vantagem de capturar de volta da atmosfera a maior parte do CO2 emitido na queima, quando as plantas que lhes servem de matéria-prima crescerem na safra seguinte. Assinantes Folha /Uol. leia na Íntegra na Folha de São Paulo
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