segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Conheça o homem de confiança de Chávez no Brasil




Ricardo Allan

no Correio Braziliense

Se o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é visto por alguns como um cavaleiro andante em busca da integração latino-americana sob o ideal bolivariano, seu fiel escudeiro no Brasil é, sem dúvida, o engenheiro civil Darc Costa, sócio-diretor da consultoria Desenvolvimento, Logística e Cenários (DLC). Ex-vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na curta e conturbada administração do economista Carlos Lessa, de janeiro de 2003 a novembro de 2004, Darc está por trás dos principais projetos tocados em conjunto pelos dois países, como a refinaria de petróleo em Pernambuco, e luta arduamente pela entrada dos venezuelanos no Mercosul.

“Ele é muito chegado ao Chávez, que se sente inspirado por suas ideias para a integração do continente a partir de grandes projetos estruturais. Nos últimos anos, tem atuado como uma espécie de encarregado de negócios da Venezuela no Brasil”, confidencia um amigo, que completa: “Era ele quem mandava de fato no BNDES”. Considerado um típico carioca boa-praça que acabou de completar 60 anos, Darc Costa confirma a amizade com o presidente, mas nega o papel de agente facilitador dos planos venezuelanos no país. “Isso é uma bobagem. Não tenho nenhum mandato formal ou informal para tomar conta dos negócios deles aqui. Para fazer esse trabalho, existe a embaixada”, diz.

O fato é que Darc é o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela do Rio de Janeiro, trabalhou intensamente no acordo entre a Petrobras e a PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, para a construção da refinaria em Abreu e Lima (PE), e idealizou o projeto do gasoduto que ligará os dois países, desembocando na Argentina. Nas longas participações que faz na TV estatal sob suas ordens, Chávez cita “o professor Darc” numa frequência comparável à que se refere ao escritor uruguaio Eduardo Galeano. Dois dos livros de cabeceira do coronel são As veias abertas da América Latina, de Galeano, e Estratégia Nacional – a cooperação sul-americana, do brasileiro.

Identidade
A relação dos dois começou quando o general venezuelano Martins de Mendoza, ex-aluno de Darc Costa na Escola Superior de Guerra (ESG), onde foi coordenador do Centro de Estudos Estratégicos, apresentou o livro ao presidente. Chávez gostou tanto que o editou no país e chamou o autor para uma conversa. Isso ocorreu em 2003, depois de sua saída do .. Continue lendo na Íntegra no Correio Braziliense

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