segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Corregedoria do DF é alvo da Polícia Federal

Durante as buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal no fim de semana, agentes apreenderam computadores e documentos na sala do secretário de Ordem Pública do GDF, Roberto Giffoni, um dos citados nas denúncias de Durval Barbosa

Ana Maria Campos

O 12º andar do anexo do Palácio do Buriti, onde funciona a Secretaria de Ordem Pública e Corregedoria do Distrito Federal, órgão criado pelo governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) para fiscalizar a probidade das ações do Executivo e a defesa da legalidade, foi alvo da ação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) no último sábado na mais recente diligência da Operação Caixa de Pandora. A pedido do Ministério Público Federal e com autorização do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), salas de três andares do anexo do Palácio do Buriti foram vasculhadas no primeiro dia de carnaval.

Além do 12º andar, a PF esteve nos dois pisos inferiores, onde funcionam áreas vitais do Executivo, como a Casa Civil, a assessoria do gabinete do governador e as secretarias de Saúde e de Relações Institucionais. A Polícia Federal e o Ministério Público, responsáveis pela investigação, não deram detalhes sobre a ação quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em 21 endereços diferentes, sendo 12 residências. Entre os pontos em que houve recolhimento de novas provas para investigação estão as casas do ex-secretário de Governo José Humberto Pires; do ex-chefe de gabinete do governador Fábio Simão; e do ex-chefe do escritório político de Arruda José Eustáquio Oliveira. O advogado Raul Livino, que representa o policial aposentado Marcelo Toledo, disse que a casa de seu cliente, na QL 26 do Lago Sul, também foi vistoriada pela PF.

Xerife
Em entrevista ao Correio, Roberto Giffoni, que ficou conhecido como o xerife do governo, negou ainda no sábado que tivesse conhecimento de qualquer operação da Polícia Federal (PF) em sua pasta. “Estou afastado do governo e não tenho nada a esconder. Estou à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento”, afirmou Giffoni. Ele foi citado em conversa em que Durval Barbosa, o delator do suposto esquema de corrupção do governo, afirma ter recebido do vice-governador Paulo Octávio — hoje no exercício do cargo de governador — a orientação de pagar R$ 50 mil em propina para Giffoni. O trecho integra um diálogo mantido por Durval com Arruda, interceptado pela Polícia Federal (PF). continue lendo na Íntegra no Correio Braziliense

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