Agência Senado
BRASÍLIA - Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) que analisaram a aplicação de recursos federais por entidades ligadas ao campo e à reforma agrária devem ajudar a CPI do MST a investigar possíveis irregularidades em convênios da União com essas organizações. A CPI aprovou nesta quarta-feira 66 requerimentos, entre eles os que requisitam apoio técnico de órgãos como o TCU, o Banco Central e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao TCU e à CGU, a comissão pediu também informações sobre todas as auditorias do controle externo do Executivo que tenham apontado irregularidades em convênios de órgãos federais com entidades que atuam na questão agrária.
O presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, foi convocado para esclarecer auditorias e tomadas de contas especiais feitas com o objetivo de apurar responsabilidades sobre desvios e irregularidades constatados desde 2006 em convênios e contratos assinados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para repassar dinheiro para entidades.
Os parlamentares querem conhecer as conclusões de auditorias sobre o financiamento de 26 entidades por meio de 167 convênios. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá de informar as ações do Ministério Público Federal para coibir esses desvios e irregularidades.
Dos 66 requerimentos aprovados na reunião presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE), grande parte se refere à convocação de representantes das entidades ou do próprio governo para esclarecer convênios de transferência de recursos. Diante da quantidade de convocações, a comissão deve realizar reunião depois do carnaval para discutir uma estratégia de condução dos trabalhos.
Senadores e deputados destacaram o clima de entendimento que marcou a primeira reunião da CPI neste ano, mas ainda há uma grande quantidade de requerimentos sem consenso, como os que preveem quebras de sigilos bancários, os quais tiveram votação adiada. Alguns parlamentares, como o Dr. Rosinha (PT-PR), criticaram o fato de a investigação se concentrar no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
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