Cristiano Dias
no estadão.com.br
Americanos e europeus têm tentado estrangular o Irã com uma arma comum na diplomacia, o isolamento. Em resposta, Teerã faz de tudo para escapar da arapuca. Em novembro, ao visitar Brasil, Venezuela e Bolívia, o presidente Mahmoud Ahmadinejad deixou claro o esforço para romper o cerco. Uma análise da política externa iraniana, porém, indica que a América Latina não é seu único alvo e mostra que o país tem conseguido garimpar aliados.
Entre os amigos estão as principais economias emergentes. Além de Brasil e China (mais informações abaixo), Teerã tem se aproximado da Índia. O Irã fornece 17% do petróleo consumido pelos indianos e importa 40% da gasolina que consome da Índia. O comércio bilateral, direto e indireto, é de US$ 30 bilhões - o mesmo fluxo registrado entre Brasil e Argentina.
"É claro que a Índia prefere não ter mais um país na região com armas atômicas, mas a relação com o Irã é muito boa e Nova Délhi é contra qualquer ação coercitiva", disse ao Estado Vaidyanatha Gundlupet, analista do Belfer Center, da Universidade Harvard.
Para Xenia Dormandy, diretora da fundação Peace Nexus, de Genebra, a relação entre Teerã e Nova Délhi mudou após o 11 de Setembro. Com a aproximação entre EUA e Paquistão, vizinho do Irã e arquirrival da Índia, iranianos e indianos aproximaram-se a ponto de assinar um acordo de parceria estratégica, em 2003. "Hoje, é impossível a Índia abrir mão de seus interesses energéticos e estratégicos no Irã", afirmou.
Com a Rússia - que embora tenha apoiado as sanções, não demonstra o entusiasmo do Ocidente - as boas relações são históricas. Com o embargo militar, Moscou tornou-se o maior fornecedor de armas do Irã. Além disso, ambos querem limitar a influência americana na Ásia Central, o que levou à aceitação de Teerã como membro da Organização de Cooperação de Xangai, aliança militar liderada pela Rússia e pela China.
A política de boa vizinhança, no entanto, tem sido colocada em xeque à medida que Moscou torna-se mais dependente do Ocidente e vulnerável a pressões. Por isso, o Irã tem reclamado de atrasos na construção da usina nuclear de Bushehr. Os russos prometeram entregar a obra este ano, mas até agora a construção não avançou. Leia na ìntegra no estadão.com.br
Entre os amigos estão as principais economias emergentes. Além de Brasil e China (mais informações abaixo), Teerã tem se aproximado da Índia. O Irã fornece 17% do petróleo consumido pelos indianos e importa 40% da gasolina que consome da Índia. O comércio bilateral, direto e indireto, é de US$ 30 bilhões - o mesmo fluxo registrado entre Brasil e Argentina.
"É claro que a Índia prefere não ter mais um país na região com armas atômicas, mas a relação com o Irã é muito boa e Nova Délhi é contra qualquer ação coercitiva", disse ao Estado Vaidyanatha Gundlupet, analista do Belfer Center, da Universidade Harvard.
Para Xenia Dormandy, diretora da fundação Peace Nexus, de Genebra, a relação entre Teerã e Nova Délhi mudou após o 11 de Setembro. Com a aproximação entre EUA e Paquistão, vizinho do Irã e arquirrival da Índia, iranianos e indianos aproximaram-se a ponto de assinar um acordo de parceria estratégica, em 2003. "Hoje, é impossível a Índia abrir mão de seus interesses energéticos e estratégicos no Irã", afirmou.
Com a Rússia - que embora tenha apoiado as sanções, não demonstra o entusiasmo do Ocidente - as boas relações são históricas. Com o embargo militar, Moscou tornou-se o maior fornecedor de armas do Irã. Além disso, ambos querem limitar a influência americana na Ásia Central, o que levou à aceitação de Teerã como membro da Organização de Cooperação de Xangai, aliança militar liderada pela Rússia e pela China.
A política de boa vizinhança, no entanto, tem sido colocada em xeque à medida que Moscou torna-se mais dependente do Ocidente e vulnerável a pressões. Por isso, o Irã tem reclamado de atrasos na construção da usina nuclear de Bushehr. Os russos prometeram entregar a obra este ano, mas até agora a construção não avançou. Leia na ìntegra no estadão.com.br
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