
Foto por Wilson Dias/ABr
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, afirma ter Brasil vai ter que colocar mais dinheiro no Haiti
Governo federal já repassou R$ 205 milhões às Forças Armadas para ajudar o país
Em entrevista exclusiva ao R7, ele disse que vai pedir mais recursos em reuniões com os ministérios do Plajenamento e da Fazenda, mas ainda não sabe dizer quanto. Esse dinheiro será necessário para ações de longo prazo para o país, como o desarmamento de gangues, que vem sendo feito desde 2004, a recuperação dos mais de 5.000 prisioneiros que fugiram das cadeias do país e a implantação de um sistema de saúde, que não existia antes do terremoto. Félix comanda também o gabinete de crise montado pelo governo brasileiro para lidar com a questão do Haiti.
Veja os principais trechos da entrevista:
R7 -Estamos completando um mês do terremoto no Haiti. Como está a situação do país agora?
Félix - A situação está bem melhor do que há um mês, que foi um caos total, um evento da natureza de um poder de destruição impressionante. Claro que a situação do Haiti já não era ideal, havia muitas carências. A ONU estava procurando ajudar e no momento do terremoto o país já estava caminhando, melhorando em uma série de indicadores. E de repente veio o terremoto e tudo o que estava sendo feito podemos considerar que vai ter que ser refeito. Grande parte das pessoas que estava trabalhando no Haiti morreu no terremoto. Só das Nações Unidas foram 83. E o trabalho que estava sendo feito por essas pessoas parou. O governo do Haiti também perdeu muita gente, do governo, parlamentares e suprema corte. Portanto vai se levar um tempo para retomar os trabalhos.
R7- O país ainda precisa de alimentos, água e remédios? Leia na ÍNTEGRA no R7
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