sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

General diz que Brasil vai ter que colocar mais dinheiro no Haiti


Foto por Wilson Dias/ABr
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, afirma ter Brasil vai ter que colocar mais dinheiro no Haiti



Governo federal já repassou R$ 205 milhões às Forças Armadas para ajudar o país

Mariana Londres, do R7 em Brasília

Um mês após o terremoto que destruiu o país, o Haiti não precisa mais da doação de alimentos, água ou remédios. Mas precisa de dinheiro. As necessidades básicas já foram supridas, e o país deixa o período de emergência para voltar à normalidade. O governo federal já repassou às Forças Armadas R$ 205 milhões, mas esse dinheiro foi só para atender a emergência logo depois do tremor. Segundo o General Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), será preciso mais.

Em entrevista exclusiva ao R7, ele disse que vai pedir mais recursos em reuniões com os ministérios do Plajenamento e da Fazenda, mas ainda não sabe dizer quanto. Esse dinheiro será necessário para ações de longo prazo para o país, como o desarmamento de gangues, que vem sendo feito desde 2004, a recuperação dos mais de 5.000 prisioneiros que fugiram das cadeias do país e a implantação de um sistema de saúde, que não existia antes do terremoto. Félix comanda também o gabinete de crise montado pelo governo brasileiro para lidar com a questão do Haiti.

Veja os principais trechos da entrevista:

R7 -Estamos completando um mês do terremoto no Haiti. Como está a situação do país agora?

Félix - A situação está bem melhor do que há um mês, que foi um caos total, um evento da natureza de um poder de destruição impressionante. Claro que a situação do Haiti já não era ideal, havia muitas carências. A ONU estava procurando ajudar e no momento do terremoto o país já estava caminhando, melhorando em uma série de indicadores. E de repente veio o terremoto e tudo o que estava sendo feito podemos considerar que vai ter que ser refeito. Grande parte das pessoas que estava trabalhando no Haiti morreu no terremoto. Só das Nações Unidas foram 83. E o trabalho que estava sendo feito por essas pessoas parou. O governo do Haiti também perdeu muita gente, do governo, parlamentares e suprema corte. Portanto vai se levar um tempo para retomar os trabalhos.

R7- O país ainda precisa de alimentos, água e remédios? Leia na ÍNTEGRA no R7

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