
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, vê um "sopro de vida" nas instituições do Distrito Federal, atingidas pelo escândalo de corrupção que derrubou o governador José Roberto Arruda (DEM) do cargo e tornou-se conhecido como "Mensalão do DEM".
O governo do Distrito Federal hoje está sendo ocupado pelo vice de Arruda, Paulo Otávio (DEM), que deve renunciar ainda nesta quinta-feira, 18. Desta maneira, quem assume é o presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima (PR), que é amigo de Arruda.
A situação levou a Procuradoria Geral da República a pedir uma intervenção no DF. Se o pedido for acatado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o governo federal deverá nomear um interventor para administrar o Distrito Federal até que novas eleições sejam realizadas.
Diante dessa perspectiva, a Câmara do DF tem trabalhado para instalar uma CPI que investigue as acusações de corrupção, além de estar negociando a cassação de três parlamentares que foram flagrados recebendo propina.
O dirigente da OAB, no entanto, atribui à pressão popular o processo de depuração pela qual a Câmara do DF vem passando. "Isso é muito mais em função da pressão exercida pela sociedade, pela Procuradoria da República, do que por dever constitucional daqueles que deveriam fazê-lo", critica.
Confira a entrevista com Ophir Cavalcante: no Terra Magazine
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