O caso do “mensalão do Arruda” no Distrito Federal virou novela. A cada dia, o respeitável público aguarda mais um capítulo do troca-troca de pacotes e sacolas de dinheiro do povo. Um dos episódios mais interessantes, no entanto, ainda não entrou nas telinhas e nas páginas dos jornais. A sociedade aguarda ansiosa algum desfecho da pilantragem que envolveu o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT), considerado uma afronta ambiental.
O desafio está nas mãos do desembargador Otávio Augusto Barbosa, que nos próximos dias tomará posse como presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ/DF). Otávio Augusto é o relator da ação direita de inconstitucionalidade (Adi) ajuizada pelo Ministério Público em dezembro do ano passado. A ação é mais uma tentativa de superar as irregularidades de um plano que compromete gravemente o abastecimento de água em Brasília e arredores e favorece de maneira inescrupulosa a especulação imobiliária no DF.
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