
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou formalmente um diplomata de carreira, Robert Ford, como o primeiro embaixador americano na Síria em cinco anos.
O cargo não era ocupado desde que autoridades sírias foram implicadas no assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri.
O anúncio da Casa Branca foi feito na véspera de uma visita de William Burns, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, à Síria, em que deve se encontrar com o presidente do país, Bashar al-Assad.
Analistas dizem que os Estados Unidos desejam agora renovar o diálogo com a Síria como parte de uma iniciativa mais ampla para a paz no Oriente Médio.
Iraque
A visita de Burns é realizada depois que o governo sírio aprovou o nome de Ford, o ex-embaixador dos Estados Unidos na Argélia e, mais recentemente, o segundo homem na embaixada americana no Iraque.
Segundo uma nota oficial americana, se o Senado dos Estados Unidos endossar a indicação de Ford, ele vai dialogar com o governo sírio para saber como pode melhorar as relações entre os dois países, enquanto lida com áreas onde há preocupações.
As relações entre Síria e Estados Unidos vem melhorando, segundo a correspondente da BBC em Damasco, Lina Sinjab.
Em 2005, os Estados Unidos retiraram seu embaixador do país depois do assassinato de Hariri. O governo sírio foi acusado de envolvimento, mas as autoridades sempre negaram isso.
Sinjab disse que as relações entre os dois países já estavam abaladas até antes da morte do ex-premiê libanês.
Em 2004, o Congresso dos Estados Unidos aprovou lei proibindo a venda de produtos americanos para a Síria, e impôs sanções na área financeira.
Os Estados Unidos ainda estão preocupados com o apoio da Síria ao grupo militante libanês Hezbollah, e gostaria que a Síria ajudasse a estabilizar o Iraque e a influenciar o Irã a abrir mão de seu programa nuclear, acrescentou Sinjab.
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