O vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), já atua como o titular do cargo. O empresário assumiu como governador interino do Distrito Federal há apenas dois dias com o peso de quatro pedidos de impeachment contra ele, mas já visitou obras e avisou aos secretariado: fará os ajustes que julgar necessário para governar.
Ontem, após visitar o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) na Superintendência da Polícia federal – onde o governador está preso -, o Secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos, contou a jornalistas que colocou, inclusive, seu cargo á disposição para que Paulo Octávio se sinta livre para governar como quiser. O mesmo ocorreu com os comandos da Polícia Civil, Polícia Militar e Bombeiros, revelou o secretário.
O governador Paulo Octávio disse que queria conhecer um pouco mais o dia a dia das secretarias e fazer os ajustes que considerasse necessários. Botamos o cargo à disposição no sentido de que ele não tenha o menor constrangimento de fazer alteração se julgar necessário.
Segundo Lemos, o próprio governador José Roberto Arruda, assim que foi preso e pediu afastamento do cargo, na quinta-feira (11), determinou que o secretário procurasse Paulo Octávio e se colocasse à disposição do governador interino. Na quarta-feira (17), o governador interino deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quanto à Operação Caixa de Pandora, o secretário disse que tem procurado não se envolver nas investigações sobre o suposto esquema de corrupção no governo do DF.
- Se, eventualmente, chegar à Secretaria de Segurança qualquer tipo de necessidade de apuração, vamos apurar.
Embora só estivessem autorizadas visitas de familiares e advogados, Valmir Lemos esteve com Arruda para verificar o sistema de segurança do local onde o governador está preso. De acordo com ele, Arruda teria dito que está sendo bem tratado e que considera o ambiente “respeitoso”.
O governador está preso, desde quinta-feira, no gabinete da diretoria do Instituto Nacional de Criminalística, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília – uma sala de 40 metros quadrados, com ar-condicionado, TV, um jogo de sofás e uma mesa de reuniões. As refeições são fornecidas pela família e um médico da PF faz exames de rotina em Arruda duas vezes ao dia.
Ele foi preso por tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra, testemunha da Operação Caixa de Pandora. A tentativa foi flagrada em vídeo pela PF. A prisão preventiva foi decretada na quinta-feira pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). As outras cinco pessoas supostamente envolvidas na obstrução das investigações estão presas na Penitenciária da Papuda, em Brasília.
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