terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PMDB, unido, jamais será (...)

Por Rudolfo Lago*
No Congresso em foco


"Por que o título dúbio? Porque a convenção do PMDB, no sábado aqui em Brasília, dá possibilidade a duas leituras"

As reticências no título acima vão entre parênteses de propósito. Para possibilitar uma dupla possibilidade de leitura. Quem deixar as reticências, vai poder lembrar da velha palavra de ordem do MDB contra a ditadura militar e concluir: “Jamais será vencido”. Quem trocar as reticências pelo ponto final, entenderá o que podemos escrever agora aqui na ordem direta: “PMDB jamais será unido”. Por que o título dúbio? Porque a convenção do PMDB, no sábado aqui em Brasília, dá possibilidade às duas leituras.

Jamais será unido

Comecemos a avaliar a partir da segunda possibilidade, a de que o PMDB nunca estará unido. No que quase já vem se tornando uma rotina, a convenção do sábado outra vez só aconteceu graças a uma liminar na justiça. Não é a primeira vez, nem a segunda, que uma ala peemedebista sente-se prejudicada e tenta impedir judicialmente uma reunião do partido. E não é a primeira vez, nem a segunda, que a reunião só acontece porque a ala vitoriosa recorre também aos tribunais. Escrevi uma vez, ainda quando era o titular da coluna “Nas Entrelinhas” no Correio Braziliense, que o PMDB podia adotar a canção “Siameses”, de João Bosco e Aldir Blanc como a sua melô. A letra da canção diz o seguinte: “Amiga inseparável/Rancores siameses nos unem pelo olhar/Infelizes pra sempre/Em comunhão de males/Obrigação de amar”. Assim são os peemedebistas: eles se odeiam, mas não conseguem viver separados. Leia na Íntegra no Congresso em foco

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