quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tarso nega que seja adversário do ministro da Defesa Nelson Jobim

Apesar das divergências públicas, Tarso afirmou que eles têm afinidade pessoal

Laís Lis, do R7 em Brasília

Ao se despedir do Ministério da Justiça nesta quarta-feira, Tarso Genro afirmou que ter sido ministro da Justiça foi “o maior orgulho” da sua vida política. Ele transmitiu o cargo a Luiz Paulo Barreto, que ocupava o posto de secretário-executivo do Ministério. Antes de dar a palavra a Barreto, Tarso Genro brincou e deu um conselho ao novo ministro.

No discurso de despedida Tarso agradeceu a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim durante a cerimônia. O ex-ministro afirmou que apesar de notícias de que ele e Jobim seriam adversários, ele disse que eles só divergem em algumas questões de políticas públicas, mas que têm afinidades estruturais e na vida pessoal.

- Sua presença [de Nelson Jobim] prestigia a posse do Luiz Paulo. Eu sei que você não ia querer que eu dissesse que prestigia a mim, mas prestigia a mim também.

A mais recente polêmica envolvendo os dois é a Lei de Anistia. Jobim se opôs publicamente no final de janeiro à ideia defendida por Tarso de modificar a lei para permitir a punição de torturadores e assassinos da ditadura militar.

Escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto era secretário-executivo da pasta e assumiu depois que Tarso Genro anunciou a saída do cargo para disputar o governo do Rio Grande do Sul.

Barreto trabalha no ministério há 24 anos, desde 1986. Nascido no Rio de Janeiro em 19 de janeiro de 1964, ele é formado em Ciência Econômicas pela Faculdade de Economia, Ciências Contábeis e Administração de Empresas do Centro de Ensino Unificado de Brasília – CEUB. Barreto é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Centro de Ensino Unificado de Brasília.

Na pasta, foi Chefe da Divisão de Nacionalidade (1986-1988); Chefe da Divisão de Naturalização (1988-1990); Chefe da Divisão de Nacionalidade e Naturalização (1990-1991); Chefe da Divisão de Permanência de Estrangeiros (1991-1994). Em 1994, assumiu o cargo de Diretor do Departamento de Estrangeiros, onde ficou até ser indicado como secretário-executivo. Desde 1997, é o Secretário Nacional de Justiça Substituto e Presidente do Comitê Nacional para os Refugiados.

O novo ministro da Justiça participou da elaboração da Portaria Interministerial que guiou o reconhecimento da condição de refugiados no país. Junto com o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), elaborou o texto da lei que implementou o Estatuto do Refugiado no Brasil e cria o Comitê Nacional para Refugiados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário