Hillary Clinton defende a volta de sanções a Teerã, mas Celso Amorim diz que o país dificilmente cederá a imposições
Enquanto secretária dos EUA falava sugerindo reação enérgica da comunidade internacional, chanceler fazia gestos de discordância
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
Numa entrevista tensa, com direito a apenas três perguntas, a secretária de Estado Hillary Clinton e o chanceler Celso Amorim expuseram ontem publicamente as divergências dos dois países quanto ao Irã. Hillary defendeu que "o tempo de ação internacional [contra o Irã] é agora". Amorim comparou a pressão dos EUA à que antecedeu a invasão do Iraque.
Para Hillary, que depois se encontrou também com o presidente Lula, o Irã não faz "esforços reais e sinceros" para mostrar ao mundo que não pretende desenvolver a bomba atômica, e o Conselho de Segurança da ONU deve "mandar um recado duro" -recrudescer as sanções econômicas ao país.
Amorim, que fazia olhares e gestos de discordância enquanto a secretária de Estado falava, deixou claro que não acredita na estratégia de impor novas sanções: "O Irã é complexo, é difícil que ceda a algo imposto". Assinante Folha/Uol leia Íntegra na Folha de São Paulo
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