segunda-feira, 8 de março de 2010

Considerações sobre o Oscar por Ivan Lessa



Ivan Lessa

Colunista da BBC Brasil


Uma dúvida nas escolhas: qual cerimônia cívica a acompanhar? A entrega dos prêmios ou as eleições no Iraque? O que fariam Kathryn Bigelow ou James Cameron se tivesem uma vida real? Felizmente as eleições foram (aqui) de tarde e a papagaiada com tapete vermelho de madrugada.

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Pela primeira vez, desde 1943, a lista de indicações para melhor filme subiu de 5 para 10. Mais um motivo para se desconfiar do nível de qualidade das produções. Nada de novo nas frentes de infantilismo, sentimentalismo e politicagem barata correta. A receita de sempre.

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Pela primeira vez também duas senhoras de idade avançada (uma gorda de olhos claros e outra magra de cabelos brancos) fizeram a apresentação com a habitual e desesperada falta de graça. Não sendo nenhuma das duas – Alec Baldwin e Steve Martin – homossexuais assumidos, presume-se que a indústria esteja querendo dizer alguma coisa àquelas pessoas que já foram minoria, ao menos em 1943, para ficar no mesmo ano.

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A dupla do barulho fez um sucesso dos diabos entre os ícones boiolas dos movimentados círculos que, em supina agitação, num apartamento apertado do Leblon, tomaram vinho branco morno acompanhado de frios. Ouviu-se muito “Audácia do bofe!” e “Eu, hem, Rosa!”. Leia ìntegra na BBC Brasil

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