sábado, 13 de março de 2010

Editoriais Folha de São Paulo - Glauco

Glauco

NAQUELA que viria a ser a sua última charge política nesta página, publicada na terça-feira, o cartunista Glauco Vilas Boas desenhava, contra um fundo lilás, uma grande caixa-forte. Numa tabuleta, os dizeres: "cofres públicos". Abre-se a porta do cofre, na metade inferior da imagem, e dele saem, em fila, os irmãos Metralha.
O leitor habituado aos padrões de corrosividade que sempre marcaram a caricatura política nos jornais brasileiros não podia deixar de notar, com um sorriso, o que havia de singelo, de quase infantil nos desenhos de Glauco. Expressavam, sobretudo, uma viva pureza de sentimentos e de estilo -que, ao longo de mais de três décadas de trabalho, o artista nunca perdeu.
Tanto quanto as misérias da vida política, também os aspectos mais degradados do cotidiano -o inferno conjugal, a solidão afetiva, a dependência química, a violência urbana- recebiam nas tiras de Glauco para a Ilustrada um tratamento ao mesmo tempo extremado e doce.Assinante Folha/Uol leia íntegra na Folha de São Paulo

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