quinta-feira, 4 de março de 2010

Torneiras fechadas e ecolavagem no Congresso

“A técnica de lavagem ecológica que a Câmara passará a utilizar terá proporções consideráveis se pegar nos estacionamentos públicos do país. Enquanto o processo tradicional gasta, pelo menos, 80 litros de água por automóvel, a lavagem ecológica utiliza apenas 200 ml (um copo d’água)”

Renata Camargo*

A prática da ecolavagem promete esquentar o mercado de produtos "ecológicos" de limpeza para veículos em todo o país. Uma lei local do Distrito Federal, que proíbe o uso de água para lavar carros em estacionamentos públicos a partir de 1º de junho, já fez surtir seus primeiros efeitos de grandes implicações. Nesta semana, a Câmara anunciou que sua frota passará a ser lavada pela técnica ambientalmente correta.

A frota da Casa, de certa forma, é pequena. São ao todo 77 carros oficiais, contando com Ômegas, Veraneios, Sprinters e outros modelos. Mas a medida poderá tomar outras dimensões se o exemplo for estendido aos demais órgãos públicos em Brasília e outras cidades. Também terá proporções consideráveis se a técnica realmente pegar nos estacionamentos públicos do país. A prática de lavar carros em estacionamentos é muito comum nas cidades brasileiras, e a água utilizada, em boa parte dos casos, vem dos canos públicos.

A ecolavagem (biolavagem, lavagem ecológica e outros nomes) é uma técnica de limpeza de veículos que, praticamente, elimina o uso de água e limpa os carros por meio de produtos biodegradáveis passados com uma esponja ou flanela específica. Segundo a Secretaria de Comunicação da Câmara, enquanto o processo tradicional de lavagem gasta, pelo menos, 80 litros de água por automóvel, a lavagem ecológica utiliza apenas 200 ml (um copo d’água).

A economia de água é inegável. Inclusive, é por esse dado que a Câmara mensura sua reserva. O quanto a Casa vai economizar é calculado apenas pela quantidade de água e não pelo dinheiro. A secretaria afirma que é possível economizar 5,6 mil litros de água por dia apenas com a frota oficial, mas não sabe o quanto vai reduzir nos gastos. Leia Integra no Congresso em Foco

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