A Câmara Legislativa do Distrito Federal é recordista de escândalos e parece ter uma capacidade inesgotável de afrontar o bom senso. Assim como um de seus integrantes: o deputado distrital Geraldo Naves. Ele reassumiu a vaga de parlamentar local, agora que acaba de deixar o presídio da Papuda, onde cumpriu prisão preventiva por cerca de dois meses. Naves é acusado de ser cúmplice do governador cassado José Roberto Arruda na tentativa de coação de testemunha do caso Pandora, que apura um gravíssimo escândalo de corrupção envolvendo o Executivo e o Legislativo locais.
Em solenidade na sala da presidência da Câmara Distrital, Naves assumiu na vaga de Júnior Brunelli, que renunciou em fevereiro e ficou conhecido como o deputado da “oração da propina”, ao ser flagrado em vídeo rezando em agradecimento ao recebimento do dinheiro.
Deputados da oposição prometem entrar com pedido de cassação de mandato contra Naves, por quebra de decoro parlamentar.
Antes disso, porém, Naves participará até mesmo da eleição indireta, prevista para ocorrer neste sábado, às 10h, para escolha do novo governador do Distrito Federal. Das dez candidaturas apresentadas, apenas sete efetivamente vão concorrer pelo mandato tampão, em substituição a Arruda. Os candidatos são: Aguinaldo de Jesus, do PRB, Antônio Ibanez, do PT, Luiz Felipe Coelho, do PTB, Messias de Souza, do PCdoB, Nilton Reis, do PV, Rogério Rosso, do PMDB, e o governador interino, Wilson Lima, do PR.
Fonte Cristina Lemos do R7
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