terça-feira, 20 de abril de 2010

Meirelles defende ciclos de aumento de juros para garantir estabilidade

Presidente do BC diz que subidas não revertem tendência de queda.
Na última reunião, Copom manteve juros e há expectativa de novo aumento.


Eduardo BrescianiDo G1, em Brasília

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu nesta terça-feira (20) que os ciclos de aumento de juros são importantes para se garantir a estabilidade econômica no longo prazo. Meirelles participa de uma reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do BC, em março, a taxa básica de juros, Selic, foi mantida em 8,75%, mas três dos oito diretores que participaram da reunião já desejavam um aumento da taxa. Com base nisso, o mercado prevê que os juros subirão na reunião do Copom, marcada para a próxima semana.

Meirelles destacou que muitas vezes há preocupações com movimentos de alta dos juros que são entendidos como reversão de tendência. Para o presidente do BC, os aumentos fazem parte de um processo normal e garantem a estabilidade econômica. “Isso faz parte de um processo normal de ciclos de apertos monetários e flexibilização. Isso garante a estabilidade a econômica. É importante que se suba a taxa para manter inflação na meta para que se garanta estratégia de longo prazo, que leva a queda dos juros, em consequência”.

O presidente do BC afirmou também que a previsão é de que a trajetória da proporção da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) continue em queda. Meirelles disse que a tendência é de que o Brasil continue a registrar crescimento econômico e que a política econômica seja mantida num próximo governo.

Meirelles afirmou que o Brasil está em trajetória de saída da crise econômica. Para ele, o regime de metas de inflação, a responsabilidade fiscal, o superávit primário, a solidez do sistema financeiro e um mercado de capitais desenvolvido contribuíram para que o país superasse as dificuldades da economia mundial. Ele destacou a solidez do sistema bancário brasileiro e enfatizou que o governo não precisou colocar “um centavo” em banco privados para evitar falências, como aconteceu em outros países.

Nenhum comentário:

Postar um comentário