Diferentemente de seu antecessor, Gilmar Mendes, que se manifestou sobre temas sem relação direta do STF, as únicas polêmicas em que Peluso poderá vir a se envolver se restringirão a debates jurídicos em plenário.
Nesse ambiente, não teme o confronto. Foi o relator do processo de extradição do italiano Cesare Battisti, quando criticou o então ministro da Justiça, Tarso Genro, ao afirmar que a concessão do refúgio ao terrorista era ilegal.
Na área penal, é um dos mais duros do tribunal. Foi o autor do voto que abriu ação penal contra Paulo Medina, primeiro caso de um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) a virar réu na história do Supremo.
Graduado pela Faculdade Católica de Direito de Santos e mestre em direito civil pela USP, Peluso é o único dos ministros que é magistrado de carreira.
Em seu tempo livre, joga tênis. Também é um admirador de samba de raiz. Ele conta brincando que, certa vez, em um show do Fundo de Quintal, foi abordado por um dos integrantes da banda, que o reconheceu, afirmando que passava as madrugadas assistindo à TV Justiça enquanto compunha suas músicas.
na Folha de São Paulo
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