da Reportagem Local na Folha Online
O Ministério Público de Minas Gerais pediu esta semana informações à Assembleia Legislativa do Estado sobre a suspeita de que deputados estão usando notas frias para justificar o uso da verba indenizatória.
Em oficio, o procurador-geral de Justiça, Alceu Torres Marques, solicitou documentos sobre a verba para o presidente da Assembleia, deputado Alberto Pinto Coelho (PP). "A Assembleia atenderá o Ministério Público em tudo que for preciso para que os fatos sejam apurados", afirmou o deputado. Segundo a assessoria da Assembleia, no entanto, o oficio da Promotoria ainda não chegou.
Cada deputado mineiro tem direito a R$ 20 mil mensais para gastos relativos ao mandato. Para comprovar os gastos, os deputados têm que apresentar mensalmente as notas dos gastos feitos. Além da verba, os parlamentares recebem um salário mensal de R$ 14,5 mil.
Com base nessas notas, o jornal "Estado de Minas" publica desde domingo reportagens apontando irregularidades nas notas. Segundo o jornal, deputados usaram empresas de fachadas para justificar os gastos. Pelo menos 51 dos 77 deputados mineiros apresentaram notas com algum tipo de problema.
Na terça-feira, a Assembleia assinou um convênio com a Auditoria-Geral do Estado de Minas para certificar as empresas que fornecem essas notas. A ideia é que só empresas cadastradas possam ser usadas nos serviços pagos com verbas indenizatórias.
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