A pré-convenção do Partido Progressista do Rio Grande do Sul, realizada neste sábado (24), na Assembleia Legislativa do Estado, transcorreu sem surpresas. Ainda indefinido sobre qual aliança deverá integrar nas eleições estaduais, o partido concentrou os holofotes sobre o lançamento da jornalista Ana Amélia Lemos ao Senado. Deputados, prefeitos, vereadores e militantes ovacionaram a pré-candidata, que deixou uma carreira profissional de 33 anos para estrear na política partidária.
Além das homenagens do lado de dentro, o PP instalou um banner gigante do lado de fora do prédio, que trazia apenas o rosto de Ana Amélia e a inscrição "Bem-vindos à pré-convenção do PP".
Apesar de só agora apresentar a pré-candidatura de Ana Amélia, desde o início do no, quando recebeu a confirmação da jornalista de que aceitava disputar o Senado, o PP dá prioridade ao seu nome, pois considera que tem condições de vencer. O PP também decidiu não apresentar candidato para concorrer ao governo estadual. Apesar do otimismo do partido, o páreo será duro. Os concorrentes são o senador Paulo Paim (PT), que busca a reeleição, e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB).
Alianças
O PP deve decidir nos próximos dias qual rumo tomará na eleição. O aliado preferencial é o PSDB, pois o partido já integra a administração da governadora Yeda Crusius, que concorre à reeleição. O acordo, porém, vem emperrando nas condições colocadas pelo PP, que inclui a extensão da aliança à chapa proporcional. Os tucanos refutam a possibilidade por temerem redução significativa em suas bancadas.
Apesar de o PP ser pretendido ainda por PSB, PTB e PMDB, o fato de, na última sexta-feira, ter decidido ampliar em uma semana o prazo para que os tucanos lhe dêem uma resposta sobre os termos da coligação (o prazo inicial terminava na própria sexta), está sendo avaliado por lideranças dos outros partidos como um indicativo de que fechará o acordo com o PSDB.
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