O conflito político-ideológico ligado ao processo de privatização do Banestado e que envolve os governos Jaime Lerner (DEM) e Roberto Requião (PMDB) custou aos cofres paranaenses R$ 1,156 bilhão até fevereiro. O valor é quatro vezes maior do que o orçamento aplicado em investimentos no estado em 2009 (R$ 287 milhões). A renegociação desse passivo é a primeira ação nacional do novo governador, Orlando Pessuti (PMDB), que viaja nesta semana a Brasília.
Um acordo bem-sucedido garantiria, em números absolutos, uma quantia equivalente ao dobro de investimentos para todo o mandato do candidato que assumir o Palácio Iguaçu em 2010. A solução, porém, passa por uma costura mais técnica do que política, ao contrário da estratégia adotada até agora. Desde 2003, as ações de Requião sempre foram pautadas pela tese ideológica contrária à venda do Banestado para o Itaú, em contraposição aos contratos feitos por Lerner.
No campo jurídico, todo o processo de privatização é alvo de uma ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). No político, o governo Requião promoveu dois calotes relacionados ao negócio. A partir de janeiro de 2003, recusou-se a honrar um contrato feito pelo governo antecessor para a compra de títulos públicos herdados pelo Itaú do Banestado, obrigação coligada à privatização. Leia íntegra na Gazeta do Povo aqui
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