DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
A Justiça voltou a mandar para a prisão o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, conhecido como Bibinho. Ele é investigado por suspeita de comandar um esquema para desviar dinheiro da Casa por meio nomeações de funcionários fantasmas.
Miguel conseguiu na tarde de ontem um habeas corpus e chegou a ficar livre por cerca de cinco horas. Mas um novo pedido de prisão feito pelo Ministério Público Estadual foi aceito ainda durante a madrugada pela 9ª Vara Criminal de Curitiba e o ex-diretor-geral voltou a prisão, onde estava há 12 dias.
A Justiça aceitou ontem a denúncia do Ministério Público contra Bibinho e mais oito pessoas acusadas de integrar o esquema de nomeação de fantasmas. Elas foram denunciadas pela promotoria por possíveis crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e peculato (quando servidor público desvia dinheiro público).
O chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, vinculado ao Ministério Público), procurador Leonir Batisti, disse que Bibinho ainda pode influenciar o rumo das investigações se for libertado. "Por isso achamos que a prisão é necessária', disse o procurador agora pela manhã em entrevista.
É o segundo habeas corpus que os promotores que investigam o caso conseguem derrubar desde segunda-feira. Os advogados de Bibinho não estão se manifestando à imprensa sobre as denúncias. O ex-diretor-geral negou até agora todas as acusações feitas contra ele.
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