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A ex-ministra reconhece que houve engano e quis dizer que o Irã "controla a tecnologia nuclear"
Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, se confundiu nesta quarta-feira (12) ao falar que o Irã "controla armas nucleares". De acordo com sua assessoria, a ex-ministra reconhece o engano e quis dizer que o Irã "controla a tecnologia nuclear" e não as armas.
O país islâmico nega que desenvolva esse tipo de armamento e está em meio a exame das potências mundiais. O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.
"O Irã não é uma civilização como a iraquiana. É um país com mais de 70 milhões de habitantes. Controla armas nucleares e tem posicionamento internacional expressivo na região", disse Dilma pela manhã em entrevista à RBS. No fim da tarde, sua assessoria informou que ela se confundiu, pretendendo dizer "tecnologia nuclear".
Na entrevista, ela defendeu o uso pacífico da tecnologia. "A tentativa de construir um caminho em que haja o abandono de armas nucleares como armas de agressão e passe a ser pura e simplesmente pacífico (o uso) da energia nuclear é bom para o mundo inteiro", completou.
A pré-candidata declarou que a participação do Brasil em conversações com o governo do Irã ajuda a evitar que o país islâmico se transforme em uma "região conflagrada". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Irã entre os dias 15 e 17 de maio. Lula viaja na noite desta terça-feira (12) rumo a Moscou e, antes do Irã, visita o Catar.
"O Brasil não concorda em transformar o Irã em uma região conflagrada", disse a ex-ministra. Para Dilma, é preciso evitar a experiência de intervenção internacional no Iraque, pois além dos prejuízos aos habitantes locais, existiria uma situação geopolítica mais delicada.
Lideradas pelos EUA, potências ocidentais acusam Teerã de buscar a fabricação de armas nucleares e defendem a aplicação de uma quarta rodada de sanções contra o país persa pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O Brasil, que atualmente ocupa um assento temporário no Conselho de Segurança da ONU, é contra a imposição de sanções ao Irã e tem se aproximado de Teerã na tentativa de encontrar uma solução negociada para o impasse.
A Constituição brasileira proíbe a fabricação da bomba atômica. O país tem um programa nuclear para a geração de energia, e, sob o governo Lula, tem procurado ampliar seu papel em assuntos globais. Críticos da posição brasileira em relação ao Irã afirmam que a República Islâmica tem se aproveitado dessa intenção para ganhar tempo e adiar a imposição de sanções.
no Terra
Todo o mundo se confunde, a questão da Dilma é que ela se confunde muito. Provavelmete, porque não tem experiência com este contato full time com a midia.Ela é técnica, não tem perfil de candidata. Provavelmente ela nunca pensou em ser candidata. Como o Lula mandou, é. Ou seja, ela não tem perfil para a política, não tem jogo de cintura frente a impresa, mas também não tem liderança, iniciativa, capacidade de governo. O técnico e funcionário público como é o caso dela, é mandado toda a vida. Não é incapaz, só tem personalidade executiva. Escrevo indicios do que se esta vendo. O que é um perigo, pois se eleita, os problemas serão muito sérios, um presidente de um país complexo como o Brasil, estruturando-se, sem liderança e capacidade de governar.
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