O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta terça-feira sua renúncia ao cargo, em meio a notícias do fracasso das negociações de coalizão com os liberais-democratas, essenciais para manter a maioria absoluta no Parlamento.
Ele disse que vai aconselhar à rainha que convide o líder da oposição, o conservador David Cameron, para se tornar o novo primeiro-ministro britânico.
Brown também anunciou sua renúncia imediata ao cargo de líder do Partido Trabalhista, que estava prevista para acontecer até o final de setembro, quando acontece a reunião anual da legenda. "Minha renúncia como líder do Partido Trabalhista deve entrar em vigor imediatamente."
Ele disse ter prometido fazer todo o possível para assegurar a formação de um governo forte, e disse ter feito todo o possível para garantir isso.
Ao lado de sua mulher, Sarah, Brown fez a declaração em frente ao nº10 da Downing Street --residência do premiê-- pouco antes das 19h30 locais (15h30 em Brasília). Brown agradeceu sua mulher e disse que, ao deixar o segundo cargo mais importante que já teve, agora aprecia ainda mais o primeiro-- de marido e pai.
Brown também prestou homenagem aos soldados que morreram lutando pelo país, e às suas famílias em luto.
Após a declaração, eles receberam os filhos, John and Fraser, e entraram no carro oficial, em direção ao Palácio de Buckingham, para oficializar a renúncia perante a rainha Elizabeth 2ª.
Brown sucedeu Tony Blair no cargo de premiê em junho de 2007, após dez anos como ministro das Finanças.
Negociações
As negociações entre o Partido Trabalhista, de Gordon Brown, e os liberais-democratas, liderados por Nick Clegg, para a formação de um governo de coalizão fracassaram, informou a rede BBC nesta terça-feira. Segundo fontes citadas pela BBC, os contatos dos trabalhistas com o partido de Clegg não alcançaram uma conclusão positiva.
Com isso, o cenário mais provável se torna um acordo com o Partido Conservador, de David Cameron. Leia íntegra aqui
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