terça-feira, 11 de maio de 2010

Ministério Público do DF liga procurador-geral de Justiça a esquema do mensalão do DEM

com R7
Relatório da corregedoria foi entregue hoje ao Conselho Nacional do Ministério Público

Sindicância da Corregedoria do MP-DF (Ministério Público do Distrito Federal) complicou a situação do procurador-geral de Justiça de Brasília, Leonardo Bandarra. A conclusão, apresentada nesta terça-feira (11), diz que há indícios de envolvimento de Bandarra com o esquema de corrupção no DF, o chamado "mensalão do DEM".

O relatório final foi entregue nesta terça ao Conselho Nacional do Ministério Público, que deve agora abrir uma investigação formal contra Bandarra, chefe dos promotores de Brasília.

Segundo o relatório da corregedora Lenir de Azevedo, há indícios de falta funcional por parte de Bandarra. Ela afirma que há elementos que mostram claramente uma ligação suspeita entre ele e a promotora Deborah Guerner, investigada por envolvimento no "mensalão do DEM". A conclusão contraria a versão de Bandarra, que sempre afirmou ter apenas uma relação "institucional" com a colega.

Segundo Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema de corrupção do DF, Deborah Guerner negociou, em nome de Bandarra, o pagamento de propina por parte do governo de José Roberto Arruda em troca de o Ministério Público local não criar problemas para sua gestão. Bandarra, segundo os depoimentos de Durval, teria recebido, entre outras coisas, uma mesada de R$ 150 mil.

A investigação da corregedoria do Ministério Público do DF confirmou as relações entre Barbosa e Deborah. Na outra ponta, a corregedora Lenir de Azevedo reuniu elementos que mostram um relacionamento suspeito entre a promotora e Leonardo Bandarra. Agora, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) vai investigar Bandarra e Deborah. Integrantes do órgão avaliam se vão pedir o afastamento imediato de Bandarra do cargo de procurador-geral de Justiça.

Procurada pelo R7, a assessoria de Bandarra informou que o procurador-geral ainda não deve se manifestar sobre o relatório, e que aguarda posicionamento do CNMP. A reportagem ainda não conseguiu contato com o advogado da promotora Deborah.

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