JULIANA PRADO
Direto de Belo Horizonte
Aliado de primeira hora do governo Lula, o PCdoB faz coro com a tese de candidatura única entre os aliados PMDB e PT para concorrer ao governo de Minas Gerais. "Acredito no palanque único porque a disputa em Minas será pesada. Para dar a vitória à Dilma (Rousseff, candidata do PT ao Planalto) precisamos de unidade", disse a presidente estadual do PCdoB, a deputada Jô Moraes.
Comunistas e petistas irão se encontrar, ainda essa semana, em Belo Horizonte, para discutir as alianças no Estado. A reunião, que deveria ter acontecido hoje mas foi suspensa, irá discutir a coligação após a vitória do ex-prefeito Fernando Pimentel nas prévias petistas do último domingo. A dirigente critica a demora na definição do nome que irá disputar o Palácio da Liberdade.
A oposição sabe que terá que se preparar para uma disputa contra o atual governador Antonio Anastasia, cuja candidatura foi fabricada e hoje é orquestrada pelo ex-governador Aécio Neves. "O PT esgotou seus mecanismos internos. Agora é hora de intensificar as conversas entre os partidos da base em torno do palanque único. Estamos atrasados no processo de construção da nossa candidatura", contesta Jô Moraes.
Aldeia
Sem esconder certa predileção pelo nome do ex-ministro Patrus Ananias ¿ derrotado por Pimentel ¿ a deputada disse que "os dois são nomes históricos dentro do PT". "Agora as duas forças têm que se unir. O que está em jogo não é um problema na aldeia, e sim um projeto nacional sobre o qual a aldeia vai ter que refletir".
O PCdoB tem um nome pré-colocado para o Senado na chapa majoritária com os partidos aliados ¿ o vice-presidente da sigla em Minas, Zito Vieira. No entanto, o partido deve se satisfazer em apresentar as candidaturas à Câmara Federal e à Assembléia mineira. "Nosso nome é parte de uma negociação. De forma alguma é uma condicionante para fecharmos a aliança", garante a dirigente, que irá disputar a reeleição.
no Terra
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