A administração do Rio dá os primeiros passos para deixar a cidade pronta para as Olimpíadas em 2016. Nesta segunda-feira, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, lança a sede do Instituto Rio 2016, que terá a função de fiscalizar a execução orçamentária do poder público para os jogos e acompanhar o cronograma de andamento das obras.
O orçamento total da Rio 2016 é de 28,8 bilhões de reais – entre recursos do Comitê Olímpico Internacional (COI), da iniciativa privada e dos governos municipal, estadual e federal. Deste total, a iniciativa pública responde por 23,2 bilhões de reais, enquanto 5,6 bilhões virão do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos (COJO).
Para ajudar na fiscalização, a Controladoria Geral da União (CGU) lançou ainda, no início do mês, o Portal da Transparência da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Isso porque a maior parte dos recursos vem do governo federal, na forma de financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Caixa Econômica Federal.
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai reunir nesta terça-feira, 11, representantes de tribunais de contas dos estados e municípios para um seminário sobre a fiscalização dos gastos referentes à Copa.
Investimentos – Além de controlar o gastos dos recursos, o prefeito do Rio quer também garantir que os projetos para os Jogos Olímpicos deixem o melhor legado possível para a cidade. Por isso, a Zona Portuária foi o local escolhido para a instalação do Instituto Rio 2016.
O fato é que a prefeitura do Rio tenta convencer o Comitê Olímpico Internacional a transferir para a Zona Portuária parte do Centro de Mídia da Rio 2016. Originalmente, todas as instalações de mídia do evento ficariam na Barra da Tijuca. O objetivo do prefeito é fazer com que o ciclo de investimentos até 2016 contemplem os bairros próximos do porto e ajudem a reverter o ciclo de degradação urbana.
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