Depois do surgimento de novas denúncias envolvendo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) defendeu, nesta quinta-feira, o afastamento de Tuma Jr. do cargo até o fim das investigações. O secretário é acusado de ter ligações com o chefe da máfia chinesa, Paulo Li, e também de negociar a aprovação do namorado da filha em um concurso público para escrivão da Polícia Civil de São Paulo.
"Todas as denúncias devem ser investigadas, não podem ser ignoradas. E quando um alto funcionário do governo é denunciado, a primeira providência é o afastamento até a conclusão das investigações. Ninguém pode prejulgar, mas ninguém tem o direito também de acobertar. Investigar é uma exigência, sobretudo porque se trata de um alto funcionário do governo", afirmou.
Segundo Alvaro Dias, o afastamento do cargo de um titular envolvido em denúncias deve ser medida adotada em qualquer circunstância, não apenas no caso específico do secretário Tuma Júnior.
"Não é só neste caso, em todos os casos o afastamento é preliminar indispensável para que a investigação ocorra sem suspeição. Acho que (o afastamento) é pratica adotada em qualquer administração conceituada. Se a denúncia tem consistência, se há indícios, e se há necessidade de investigação, de inquérito administrativo, por exemplo, se afasta até a conclusão do inquérito", disse.
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