
No Terra Magazine
Ana Cláudia Barros
O senador Romeu Tuma (PTB) saiu em defesa do filho, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que é suspeito de ter envolvimento com o chefe da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen, o Paulo Li, conforme investigação da Polícia Federal. Apesar de declarar que não falaria sobre o assunto, o parlamentar, em entrevista a Terra Magazine, afirmou que Tuma Júnior "é um moço de bem, correto, tem uma carreira enorme, é maior de idade, tem CPF e pode responder por ele e tem dignidade para isso."
Tuma não acredita que o episódio irá resvalar em sua futura candidatura à reeleição.
- Não atrapalha...O trabalho dele nunca foi coligado comigo. Ele é uma pessoa honesta, dedicada, trabalhadora. Não tenho nenhuma preocupação que possa estar envolvido em qualquer coisa capaz de denegrir a imagem dele.
Eleição
Em relação à sua pré-candidatura, Romeu Tuma informou que ainda não há definição quanto à chapa na qual irá disputar as eleições. Como o PTB está inclinado a apoiar Geraldo Alckmin nas majoritárias, a expectativa inicial era que Tuma garantisse uma das duas vagas a que os tucanos têm direito na disputa ao Senado, o que não irá se concretizar.
- O PTB quer fazer uma coligação branca, que é extra Lei Eleitoral. O partido não pode fazer coligação, porque o PSDB tinha o compromisso com o "G4", que era lançar governador, vice e dois senadores. Um tinha que ser do PTB, mas como eles praticamente afastaram essa hipótese, porque Aloysio (Nunes) exigiu ser candidato e o (Gilberto) Kassab tinha compromisso com o (Orestes) Quércia (PMDB)... Então, a porta se fechou para senador. O vice-governador deve ser o(Guilherme) Afif (DEM). Diante disso, a executiva do PTB resolveu lançar minha pré-candidatura a senador sem coligação. Não terei direito a tempo na TV.
Tuma confirmou que vem sendo sondado por alguns partidos:
- Tenho conversado com todos os partidos que estão piscando para mim. Tenho atendido e passado para o Campos Machado (presidente do PTB de São Paulo e secretário-geral nacional da legenda), que é quem decide. Ele está muito ligado ao Geraldo Alckmin... Tem o PP, do (Paulo) Maluf. O Paulo Skaf (pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo) me chamou na segunda-feira. Há também o pessoal que está coligando com o PT, o próprio PT. Agora, fico feliz, porque todos me respeitam e me tratam bem. A decisão é da executiva do meu partido.
Se não fechar com nenhuma sigla, o senador disse não temer enfrentar o pleito de maneira independente. "Está decidido: vou sozinho. Não tenho vergonha nenhuma de perder uma candidatura, lutando por ela. Agora humilhar, ninguém vai me humilhar. Humilde, eu sou. Aceito tudo, mas pouco caso e humilhação são inaceitáveis. Prefiro fazer coligação com o povo. Que o coração do povo me receba", desabafa.
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