no R7A Igreja Católica de Cuba acrescentou nesta segunda-feira (12) três novos nomes à lista de presos políticos a serem libertados hoje à noite, somando 20 os que vão viajar para a Espanha. A libertação faz parte da decisão do governo de Havana na última semana de libertar 52 dissidentes num prazo de até quatro meses.
O Arcebispado de Havana anunciou em comunicado que Jesús Mostafá, condenado a 25 anos, Omar Rodríguez e Antonio Díaz "vão seguir em breve" para Madri, capital da Espanha. Os três completam um grupo de 17 pessoas com a libertação já anunciada.
Familiares de ao menos cinco presos estão em uma unidade militar do Ministério do Interior, no sudoeste da capital, e em outras dependências do governo para a realização de procedimentos migratórios.
O grupo deve chegar nesta terça-feira (13) em Madri, informou o ministério das Relações Exteriores espanhol.
A Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional estima que pelo menos 167 pessoas permanecem nas prisões em Cuba. Os 52 presos que o governo prometeu libertar fazem parte do chamado "grupo dos 75", preso desde 2003.
A libertação dos dissidentes políticos deu fim à greve de fome do dissidente Guillermo Fariñas, que protestou durante mais de quatro meses e, segundo amigos e familiares, estava à beira da morte quando a medida foi anunciada.
Fidel Castro grava programa de televisão
No mesmo dia da libertação de 20 presos políticos, o líder comunista e ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, 83 anos, participa como convidado de um programa da televisão cubana, o Mesa-Redonda. O anúncio veio do jornal oficial Granma, sem precisar se o programa será gravado ou transmitido ao vivo.
O programa vai abordar a situação do Oriente Médio e, principalmente, o confronto entre as grandes potências ocidentais e o programa nuclear do Irã.
Esta será primeira aparição em vídeo do líder comunista em um ano.
A última vez que Fidel, doente e aposentado do governo há quatro anos, apareceu em vídeo foi há 11 meses, e na quarta-feira passada ele visitou um centro científico de Havana, onde foram tiradas fotografias, divulgadas logo pela mídia cubana.
O ex-presidente e pai da Revolução cubana escreveu nas últimas semanas inúmeras cartas na imprensa local sobre questões mundiais, sem citar em nenhuma vez os acontecimentos em seu país - principalmente a decisão do irmão e sucessor, Raúl, de libertar gradualmente 52 presos políticos.
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