quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eleição será chave para erradicar populismo no Brasil, diz opositor

no Terra

As eleições de outubro "são decisivas" para o Brasil e sua democracia, assinalou nesta quinta-feira (8) o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), candidato ao Senado, quem alertou sobre o rumo populista que caminha seu país e o restante da América Latina.
"Não podemos abandonar a luta contra a pobreza nas mãos de populistas", afirmou Aleluia em um fórum internacional organizado na localidade madrilena de Navacerrada pela Fundação para a Análise e os Estudos Sociais (FAES), vinculado ao Partido Popular (PP), a principal força da oposição na Espanha.
Aleluia participou nesta quinta junto ao ex-presidente do Uruguai Luis Alberto Lacalle e o prefeito de Caracas, Antônio Ledezna no último dia desse curso de verão, sobre a liberdade e o populismo.
O deputado explicou que os movimentos que ocorrem no Brasil atualmente são "semelhantes" ao que estão ocorrendo no Uruguai e, com maior intensidade, na Venezuela e Bolívia. "São governos que buscam uma popularidade a qualquer custo, deixando para trás as propostas de centro, direita ou esquerda", afirmou Aleluia.
Referiu-se ao Brasil e aos programas dos candidatos às eleições presidenciais de 3 de outubro, Dilma Rousseff (PT) e o opositor José Serra (PSDB), que partem com as mesmas intenções de votos, em torno de 37%, segundo as últimas pesquisas.
Dilma é a candidata escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, como principal nome da oposição, reúne siglas como PPS e DEM, partido de Aleluia. "Uma das propostas que tentou (Lula) desde o início de seu governo é o que eles denominam controle social sobre a imprensa, que significa o controle da imprensa pelo partido oficial do governo", assegurou Aleluia.
Segundo o deputado, o programa de Dilma também aposta por esse "controle social da imprensa e dos meios de comunicação". Lembrou que já Lula pensou em criar um Conselho Federal de Jornalismo e um Conselho Audiovisual para "controlar" aos meios de imprensa. "A imprensa, sobretudo a escrita, mas também a televisão e o rádio têm dificuldades para expressar seu pensamento", acrescentou.

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