Dissidente cubano concorda em interromper jejum que fazia pela libertação de presos políticos
HAVANA - O dissidente político cubano Guillermo Fariñas decidiu encerrar a greve de fome que fazia há 135 dias em protesto para a libertação de presos políticos doentes por parte do governo, informaram nesta quinta-feira, 8, opositores.
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A decisão de Fariñas ocorre um dia depois de a Igreja Católica de Cuba anunciar que entrou em acordo com Havana para que 52 presos políticos fossem libertados.
Nesta quinta, opositores cubanos, liderados por familiares de presos políticos, viajaram à cidade de Santa Clara, no centro de Cuba, para pedir que o dissidente, um jornalista e psicólogo de 48 anos, interrompesse sua greve de fome, segundo informações da agência de notícias AFP. O pedido dos opositores foi feito enquanto aguardavam a libertação de cinco presos políticos cubanos.
De acordo com o Arcebispado de Havana, o governo cubano libertará 52 presos políticos. A medida, divulgada durante uma visita à ilha do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, é resultado da pressão internacional sobre Cuba para que a situação dos direitos humanos no país fosse melhorada. Cinco presos serão libertados entre nesta quarta e os outros 47 em até quatro meses.
Fariñas, que esteve em greve de fome e sede há 135 dias para exigir a libertação dos presos com problemas de saúde, havia dito que estaria disposto a começar a beber água uma vez que sejam liberados os primeiros cinco, segundo o médio Ismely Iglesias, que acompanha o opositor.
Os 52 opositores são todos parte do grupo de 72 opositores presos em 2003, na onda repressiva conhecida como Primavera Negra, e são condenados a penas de seis a 28 anos de prisão. A libertação deles foi discutida pelo presidente Raúl Castro e pelo cardeal Jaime Ortega em 19 de maio.
As autoridades e a Igreja ainda não divulgaram os nomes dos cinco presos que serão libertados, nem o horário que ocorrerá a soltura.
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