JULIANA PRADO
Direto de Belo Horizonte no Terra
Na disputa ao governo de Minas, os dois principais candidatos ao Palácio Tiradentes, Antonio Anastasia (PSDB) e Hélio Costa (PMDB), agora trocam acusações por meio de notas oficiais. O "duelo" começou no domingo (11), quando a coligação "Somos Minas Gerais", do concorrente tucano e atual governador, distribuiu nota em que diz que o "candidato do PMDB peca novamente pela inverdade e demonstra desconhecimento sobre os avanços conquistados pelos servidores públicos em Minas nos últimos oito anos". A declaração foi em alusão às constantes críticas que Hélio Costa tem feito à política de valorização dos professores estaduais.
No texto, a coligação ainda contesta o comentário do candidato do PMDB de que os servidores federais "tiveram 500% de reajustes salariais nos últimos anos". Os tucanos desmentem este número e dizem que "a variação da folha federal foi de 122% e a real, de 50%".
"Lamentamos que o candidato do PMDB trate a administração pública pela lógica de mandatos eleitorais que se esgotam a cada quatro anos", diz a nota do PSDB. Repetindo discurso que vem sendo adotado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB) em suas aparições públicos ao lado de Anastasia, o texto termina pedindo "respeito" aos mineiros durante o debate eleitoral.
A resposta veio sob o mesmo formato. A coligação "Todos juntos por Minas", de Hélio Costa e Patrus Ananias (PT, que compõe a chapa na vice) afirmou, por nota, que o candidato do PMDB tem sido abordado por servidores do Estado na capital e no interior "com denúncias de baixos salários pagos pelo governo de Minas". Segue o texto em outro trecho: "nesses eventos, mais de uma vez, professores da rede estadual mostraram a Hélio Costa seus contra-cheques com registro do pagamento a receber menor que o salário mínimo".
Os ataques ganham fôlego ao longo da carta quando a coligação PMDB-PT-PCdoB ironiza a "nova política salarial" dos professores anunciada pelo governo de Anastasia e Aécio. "Além de perversa, ela tem início previsto apenas para 2011, quando o atual governo terá terminado".
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