segunda-feira, 12 de julho de 2010

MG:Costa e Anastasia se atacam por causa de reajustes

JULIANA PRADO
Direto de Belo Horizonte no Terra

Na disputa ao governo de Minas, os dois principais candidatos ao Palácio Tiradentes, Antonio Anastasia (PSDB) e Hélio Costa (PMDB), agora trocam acusações por meio de notas oficiais. O "duelo" começou no domingo (11), quando a coligação "Somos Minas Gerais", do concorrente tucano e atual governador, distribuiu nota em que diz que o "candidato do PMDB peca novamente pela inverdade e demonstra desconhecimento sobre os avanços conquistados pelos servidores públicos em Minas nos últimos oito anos". A declaração foi em alusão às constantes críticas que Hélio Costa tem feito à política de valorização dos professores estaduais.
No texto, a coligação ainda contesta o comentário do candidato do PMDB de que os servidores federais "tiveram 500% de reajustes salariais nos últimos anos". Os tucanos desmentem este número e dizem que "a variação da folha federal foi de 122% e a real, de 50%".
"Lamentamos que o candidato do PMDB trate a administração pública pela lógica de mandatos eleitorais que se esgotam a cada quatro anos", diz a nota do PSDB. Repetindo discurso que vem sendo adotado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB) em suas aparições públicos ao lado de Anastasia, o texto termina pedindo "respeito" aos mineiros durante o debate eleitoral.
A resposta veio sob o mesmo formato. A coligação "Todos juntos por Minas", de Hélio Costa e Patrus Ananias (PT, que compõe a chapa na vice) afirmou, por nota, que o candidato do PMDB tem sido abordado por servidores do Estado na capital e no interior "com denúncias de baixos salários pagos pelo governo de Minas". Segue o texto em outro trecho: "nesses eventos, mais de uma vez, professores da rede estadual mostraram a Hélio Costa seus contra-cheques com registro do pagamento a receber menor que o salário mínimo".
Os ataques ganham fôlego ao longo da carta quando a coligação PMDB-PT-PCdoB ironiza a "nova política salarial" dos professores anunciada pelo governo de Anastasia e Aécio. "Além de perversa, ela tem início previsto apenas para 2011, quando o atual governo terá terminado".

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