domingo, 11 de julho de 2010

Versão frágil

JOÃO BOSCO RABELLO - O Estado de S.Paulo

Versão frágil

A versão do PT de que o programa de Dilma Rousseff registrado no Tribunal Superior Eleitoral, depois substituído por um mais moderado, deveu-se a uma troca de arquivos, não resiste a duas observações: 1) O reenvio do arquivo correto não demoraria mais que um minuto, mas o novo programa levou um dia inteiro para ser registrado - e só o foi no limite do prazo final; 2) O primeiro tinha as rubricas de Dilma; o segundo, não, o que indica que não houve tempo de buscar suas assinaturas.

Sem comando

O PNDH 3, base do programa original registrado no TSE, saiu da Casa Civil quando Dilma era a ministra e também não o tinha lido. A versão de que não leu, somadas à promessa de João Pedro Stédile de ampliar as invasões do MST em seu governo, serão exploradas pelo PSDB como sinais da incapacidade de Dilma de controlar os radicais do PT.


No exterior

Depois de constatar em pesquisas que a viagem internacional foi boa eleitoralmente para Dilma Rousseff, há quem defenda no PSDB que Serra faça o mesmo, se valendo da rede de contatos externos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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