segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Banco do Brasil anuncia nesta segunda-feira nova aquisição no exterior

Depois do Banco da Patagonia, na Argentina, instituição deve comprar banco com forte atuação na África

Edna Simão, de O Estado de S. Paulo

Depois de comprar o Banco da Patagonia, na Argentina, o Banco do Brasil (BB) anuncia nesta segunda-feira, 9, mais uma etapa de seu processo de internacionalização. Desta vez, segundo uma fonte, será adquirido um banco internacional com foco na África.

Mas, sem dar mais detalhes do negócio nem o nome da instituição, a fonte frisou que o "radar" do BB está ligado também para compras no Mercosul, Ásia e mercado americano.

O suspense termina na segunda, quando a operação será divulgada, em São Paulo, pelo presidente da instituição financeira, Aldemir Bendini, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

No sábado, o Estado informou que o BB compraria um banco internacional. As especulações eram de que o negócio envolvia o mercado americano. Isso porque, desde o ano passado, o BB vem conversando com instituições nos Estados Unidos.

Segundo dados de assessores de Lula, o mercado americano tem hoje cerca de 700 pequenos bancos à venda, o que facilita as negociações de compra e incorporação por bancos financeiramente saudáveis de países emergentes. A dificuldade é justamente avaliar a saúde financeira de cada uma, em razão dos efeitos da crise das hipotecas.

Para intensificar as especulações, em maio, a subsidiária do BB dos Estados Unidos recebeu autorização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para prestar serviços de remessa financeira naquele país. Com isso, na prática, o BB ficou autorizado a operar no mercado dos EUA, o que permitiu destravar a estratégia de negociar a compra de um pequeno banco.

O BB adotou a estratégia de internacionalização no ano passado. O argumento é o de acompanhar e atender clientes brasileiros – pessoas físicas e jurídicas – onde eles estejam. Há um ano, o presidente Lula defendeu que a instituição investisse na África, na China e na América Latina. O Estado apurou que o banco também avalia bancos no Chile e no Uruguai.

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