Além de querer multiplicar recursos para educação, ela diz ser 'imperativo ético' integrar a economia à ecologia: 'Eu sou uma mulher de mediações'
Em nome de seus 13 milhões de eleitores (os 10% de intenção de votos que lhe dão as pesquisas), a presidenciável Marina Silva (PV) carrega, por palanques, encontros, entrevistas e debates pelo País afora, um fardo verde carregado de sonhos e pragmatismo. Nele se misturam, por exemplo, a promessa de manter o tripé da macroeconomia - superávit fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação - e deixar o Banco Central correr como está, com uma estratégia de multiplicar os recursos para educação até 7% do PIB (hoje são 5%), aprovada por um Congresso onde sua base juntaria petistas e tucanos. Outro de seus projetos é convocar uma Constituinte e dela extrair as reformas política, tributária e da Previdência.
Cautelosa quando o assunto é economia, Marina se agita e se estende quando a conversa muda para os vários plebiscitos que pretende fazer - se eleita - ou a integração de políticas verdes e de desenvolvimento. Sobre a fonte de mais dinheiro para a educação, ela pergunta: "A gente é capaz de capitalizar R$ 80 bilhões para o BNDES investir nas empresas. Por que não pode fazer o mesmo na educação?" E as relações com o MST? "Na democracia você pode ter relações com todos os que respeitam o Estado de direito".
Nesta conversa com o Estado, na sede de sua campanha em Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, a candidata insiste na urgência de "um plano estratégico para o País". Também critica a descriminalização das drogas, defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo senador Fernando Gabeira, e revela seus caminhos para realizar "o imperativo ético de integrar economia e ecologia."Veja íntegra da conversa aqui
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