Enfraquecimento da ala "bancária" do partido abriu guerra por postos em empresas em que a Previ tem participação
Acusação de que fundo de pensão do BB seria "central de produção de dossiês" aumentou a temperatura do conflito
LEONARDO SOUZA
DIMMI AMORA na Folha de São Paulo
O enfraquecimento dos "petistas bancários" no governo ensejou uma luta por 274 cargos nos conselhos de 74 empresas nas quais a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem participação.
Os mais cobiçados são na estrutura societária da Vale, onde Sérgio Rosa, que deixou o comando do fundo de pensão em maio, ainda ocupa a presidência do conselho de administração.
Segundo a Folha apurou, até o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, se candidatou para assumir uma cadeira do conselho da mineradora.
O Planalto, contudo, não vê com bons olhos a pretensão de Bendine.
Como a Vale é cliente do Banco do Brasil, instituição na qual a companhia tem várias linhas de crédito, analistas do mercado financeiro entendem que a presença do presidente do banco no conselho da mineradora poderia suscitar conflito de interesse.
Além disso, é o presidente da Previ quem historicamente preenche a vaga a que o fundo de pensão dos trabalhadores do banco tem direito. A Vale é a empresa na qual a Previ concentra seu maior investimento individual -cerca de R$ 35 bilhões. Assinante Folha/uol leia íntegra aqui
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