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A Prefeitura de Curitiba lançará o programa Rede de Comunidades Terapêuticas, que ampliará o sistema integrado de atenção a usuários de substâncias psicoativas, com a criação de novas vagas e investimento de R$ 2,8 milhões. As vagas mensais ofertadas passarão de 305 para 443. As anuais, para 5.316, aumento de 45%.
"Ao integrar as comunidades terapêuticas ao sistema de atenção a dependentes químicos, a Prefeitura de Curitiba demonstra mais uma vez a preocupação com o atendimento a pessoas em situação de risco em função do uso de drogas", afirma o prefeito Luciano Ducci.
O programa terá início com o lançamento em setembro de 2010 de edital de chamamento público a serviços de saúde aptos a integrar a Rede de Comunidades Terapêuticas. A Rede é uma ação conjunta entre as secretarias municipais Antidrogas e da Saúde e a Fundação de Ação Social (FAS).
"Dependência química não é só uma questão de saúde pública. Com esse novo projeto, Curitiba vai ampliar seu sistema de atenção aos usuários de substâncias psicoativas, integrando os serviços já existentes à Rede de Comunidades Terapêuticas", destaca Nazir Abdalla Chain, secretário Antidrogas Municipal. "É a forma de interligar as diferentes políticas públicas a fim de realizar um melhor enfrentamento deste complexo problema", acrescenta.
Hoje, a Secretaria Municipal da Saúde conta com seis CAPS - Centros de Atenção Psicossocial, especializados em tratamento de dependentes químicos, totalizando aproximadamente 1.200 vagas mensais, 143 leitos em hospitais psiquiátricos conveniados, 150 leitos em hospitais-dia e tratamento ambulatorial. Os atendimentos de urgência/emergência são feitos pelo SAMU e pelos oito Centros Municipais de Urgências Médicas.
A Prefeitura também oferece, através da FAS, atendimento a dependentes químicos por meio da Rede de Atenção Social com 43 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) e 10 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) e do Ambulatório Cara Limpa.
As comunidades terapêuticas deverão atuar como unidades de apoio destinadas a usuários de substâncias psicoativas atendidos nos CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) da Secretaria Municipal da Saúde.
A REDE
Para formação da Rede de Comunidades Terapêuticas, os serviços interessados deverão estar de acordo com os critérios mínimos para inclusão. A Prefeitura de Curitiba irá repassar às comunidades terapêuticas o valor de R$ 525,00 por vaga/mês para subsidiar o atendimento.
"A Prefeitura também oferecerá todo o apoio e assistência necessários nas questões administrativas, para que as Comunidades Terapêuticas se habilitem a receber tais recursos que o município disponibilizar", diz o secretário Chain.
As comunidades terapêuticas acolhem usuários de drogas ofertando atividades que promovem, além da convivência comunitária, a prevenção de recaídas no tratamento, dando suporte social e terapêutico.
"Os novos convênios darão apoio aos seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Com os serviços integrados temos a expectativa de aumentar a adesão ao tratamento ambulatorial proposto pelos CAPS", explica Cristiane Venetikides, coordenadora do programa Saúde Mental da Secretaria da Saúde.
Para a Diretora de Proteção Social Especial da FAS, Cláudia Foltran, o principal ganho deste projeto será a integração do sistema. As comunidades que integrarão a Rede receberão as mesmas orientações e irão disponibilizar atendimento em reabilitação, reinserção social e prevenção de recaídas de maneira uniforme.
"Esse projeto permitirá a integração do atendimento. As pessoas que forem encaminhadas saberão que o serviço prestado será o mesmo em qualquer região da cidade, garantindo não só a oferta, como a qualidade destes serviços", afirma Cláudia.
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