quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Bandalheira petista contra adversários aumenta e prejudica a campanha de Dilma


Virou baderna

Em mais um capítulo da epopeia petista sobre violação de sigilo fiscal, Alexandre Bourgeois, genro do presidenciável tucano José Serra, teve seus dados cadastrais acessados por servidores da Receita Federal. O Ministério da Fazenda informou na quarta-feira (8) que o acesso aos dados do empresário Bourgeois realmente ocorreu, mas destacou que não se trata de quebra de sigilo fiscal, como ocorreu com sua mulher, Verônica Serra, e demais pessoas ligadas ao PSDB.

Em Brasília, a candidata Dilma Rousseff tentou justificar o novo episódio ao declarar “há um salto entre o vazamento da Receita e a minha campanha”. A presidenciável palaciana disse que por ocasião das violações de sigilo fiscal ela ainda não era candidata e que não existia candidatura ou pré-candidatura. O discurso de Dilma cai por terra, pois não é de hoje que a Justiça Eleitoral vem aplicando multas ao presidente Lula da Silva e à própria candidata petista por propaganda eleitoral antecipada. Fora isso, o mundo todo sabia desde 2008 que Dilma Rousseff seria a escolhida por Luiz Inácio da Silva para sucedê-lo no trono tupiniquim.

Visivelmente abalada pelo escândalo que chacoalha sua campanha, Dilma Rousseff só aparece em público acompanhada de um figurão do PT, o que em tese lhe garante certa tranquilidade, reforçando a tese aspergida pelo socialista Plínio de Arruda Sampaio, que durante debate eleitoral afirmou que Dilma se sente bem com “a capangada atrás”. O escalado para fazer o papel de guarda-costas da candidata na quarta-feira foi o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.

Enquanto a assessoria de Dilma Rousseff usa a voz rouca como desculpa para justificar sua ausência nos debates e sabatinas com presidenciáveis, a candidata participa de comícios ao lado do companheiro Lula da Silva e de candidatos majoritários do Partido dos Trabalhadores. Foi o que aconteceu na quarta-feira, quando a petista participou, ao lado do peemedebista Hélio Costa, de comício em Minas Gerais. Nesta quinta, Dilma participará de ato eleitoral em Ribeirão Preto, no interior paulista.

Em relação à repentina rouquidão, sinal típico de quem não sabe controlar o nervosismo, Dilma Rousseff deveria sugerir ao staff de sua campanha para que deixe em estoque uma pastilha de nome Vocalzone, muito utilizada por estrelas do mundo da música e facilmente encontrada nas boas farmácias nova-iorquinas. Para quem está torrando perto de US$ 300 milhões em uma campanha presidencial, alguns míseros dólares para salvar a voz nada representa.


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