Em mais um capítulo da epopeia petista sobre violação de sigilo fiscal, Alexandre Bourgeois, genro do presidenciável tucano José Serra, teve seus dados cadastrais acessados por servidores da Receita Federal. O Ministério da Fazenda informou na quarta-feira (8) que o acesso aos dados do empresário Bourgeois realmente ocorreu, mas destacou que não se trata de quebra de sigilo fiscal, como ocorreu com sua mulher, Verônica Serra, e demais pessoas ligadas ao PSDB.
Em Brasília, a candidata Dilma Rousseff tentou justificar o novo episódio ao declarar “há um salto entre o vazamento da Receita e a minha campanha”. A presidenciável palaciana disse que por ocasião das violações de sigilo fiscal ela ainda não era candidata e que não existia candidatura ou pré-candidatura. O discurso de Dilma cai por terra, pois não é de hoje que a Justiça Eleitoral vem aplicando multas ao presidente Lula da Silva e à própria candidata petista por propaganda eleitoral antecipada. Fora isso, o mundo todo sabia desde 2008 que Dilma Rousseff seria a escolhida por Luiz Inácio da Silva para sucedê-lo no trono tupiniquim.
Visivelmente abalada pelo escândalo que chacoalha sua campanha, Dilma Rousseff só aparece em público acompanhada de um figurão do PT, o que em tese lhe garante certa tranquilidade, reforçando a tese aspergida pelo socialista Plínio de Arruda Sampaio, que durante debate eleitoral afirmou que Dilma se sente bem com “a capangada atrás”. O escalado para fazer o papel de guarda-costas da candidata na quarta-feira foi o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.
Enquanto a assessoria de Dilma Rousseff usa a voz rouca como desculpa para justificar sua ausência nos debates e sabatinas com presidenciáveis, a candidata participa de comícios ao lado do companheiro Lula da Silva e de candidatos majoritários do Partido dos Trabalhadores. Foi o que aconteceu na quarta-feira, quando a petista participou, ao lado do peemedebista Hélio Costa, de comício em Minas Gerais. Nesta quinta, Dilma participará de ato eleitoral em Ribeirão Preto, no interior paulista.
Em relação à repentina rouquidão, sinal típico de quem não sabe controlar o nervosismo, Dilma Rousseff deveria sugerir ao staff de sua campanha para que deixe em estoque uma pastilha de nome Vocalzone, muito utilizada por estrelas do mundo da música e facilmente encontrada nas boas farmácias nova-iorquinas. Para quem está torrando perto de US$ 300 milhões em uma campanha presidencial, alguns míseros dólares para salvar a voz nada representa.
no Ucho Info
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