Em sabatina realizada nesta quinta-feira (9) pelo jornal O Globo, a candidata do PV à presidência, Marina Silva, criticou a política externa do governo Lula, por suas alianças com regimes autoritários. "A gente deve se pautar por princípios de direitos humanos, da cultura da paz e de que a democracia é o melhor caminho. Dentro desses princípios, sem abrir mão, conversamos com todos (...) mas qual a razão de dar audiência a um ditador que quer fazer a bomba atômica e riscar Israel do mapa?", questionou, em relação ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, por quem Lula já afirmou sentir "carinho". Ela também criticou a conivência com as prisões políticas de Cuba e a "falta de equidistância" para "mediar conflitos" na América Latina.
Sobre um possível apoio no segundo turno das Eleições presidenciais, a candidata do PV, terceira colocada nas pesquisas de intenção de votos, esquivou-se do questionamento, afirmando que "do segundo turno a gente fala no segundo turno" e que está pronta para "ir ao segundo turno contra Dilma ou Serra". Marina disse que os candidatos do PSDB e do PT são "parecidos" por se apresentarem de uma forma gerencial.
"Eles têm isso de uma coisa muito 'gerentão', que nem é uma crítica (...) mas, em vez de 'eu fiz', 'eu sou', prefiro apresentar uma alternativa em busca do 'nós'", disse Marina, explicando que reconhece não ser capaz de governar só e que, se eleita, irá buscar parceiras na academia e nas empresas "de vanguarda".
José Serra (PSDB) será sabatinado pelo Globo nesta sexta-feira (10). Dilma Rousseff (PT) recusou o convite do jornal para a sabatina.
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