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Em seu primeiro pronunciamento após a renúncia do ditador do Egito, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (11) que os protestos pacíficos que levaram à derrubada de Hosni Mubarak “mudaram o mundo” e que a geração de jovens do país provou a possibilidade de gerar mudança sem terrorismo.
“Hoje pertence ao povo do Egito. Os norte-americanos estão comovidos por causa daquilo que somos como povo”, disse Obama, que na quinta-feira deu declarações como se Mubarak, aliado dos EUA há 30 anos, já tivesse se decidido a deixar o cargo. O presidente disse ainda que as manifestações, que duram 17 dias, levaram os egípcios a mudar seu país e “fazer isso, mudarem o mundo”.
Obama só se referiu ao ex-ditador uma vez em seu discurso de menos de cinco minutos. “Ao renunciar, o presidente Mubarak respondeu à fome por mudança dos egípcios”, disse o norte-americano na Casa Branca. Ele disse ainda que haverá dias difíceis adiante e elogiou os militares, "guardiões do Estado", por não terem atirado contra os manifestantes na praça Tahrir, centro dos protestos.
Alguns minutos antes, o vice-presidente Joe Biden, chamou esta sexta-feira de "dia histórico", apesar de semanas atrás ter negado que Mubarak fosse um ditador.
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