Do Estado de S. Paulo
Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos principais pesquisadores brasileiros na área de pobreza e renda, não acredita na previsão do Ipea de fim da miséria em 2016.
“Teoricamente, no melhor dos cenários, custaria R$ 9,01 por brasileiro para que todos tivessem renda mensal de R$ 137, se houvesse perfeita focalização dos gastos. Isto é, se cada um recebesse apenas o que faltasse para chegar à pobreza. Mas, na prática, sempre há um núcleo duro de pobreza onde nem o mercado nem o Estado conseguem chegar.”
O estudioso também acha improvável que a taxa de pobreza caia como espera o Ipea: “De 2003 a 2008 tivemos vento internacional a favor e a pobreza caiu 43%, com 19,3 milhões de pessoas cruzando a linha. Se tudo se repetir nos próximos 5 anos, a pobreza cai à metade. Agora, cair a 1/7 do cenário inicial em sete anos soa exagerado, quase um Alice no País das Maravilhas”.
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